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      PF e CGU deflagram nova fase da Overclean, que mira esquema bilionário de corrupção com contratos públicos

      Agentes cumprem mandados em quatro estados e revelam atuação de grupo que desviou R$ 1,4 bilhão por meio de fraudes, propinas e lavagem de dinheiro

      Agente da Polícia Federal e servidor da Controladoria-Geral da União (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
      Guilherme Levorato avatar
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      247 - A terceira fase da Operação Overclean foi deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), com o objetivo de desmontar uma organização criminosa acusada de fraudar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro em larga escala, informa Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

      Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e determinada a suspensão cautelar de um servidor público de suas funções. As ordens, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram executadas em Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE) e São Paulo (SP), cidades nas quais há indícios da atuação da quadrilha.

      Esquema de R$ 1,4 bilhão - De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão por meio de contratos públicos fraudulentos e obras com fortes sinais de superfaturamento. A engrenagem do esquema envolvia empresas de fachada e contratos simulados, utilizados como fachada para o desvio de verbas públicas em diferentes estados do país.

      A apuração aponta que o grupo operava mediante a manipulação de processos licitatórios, direcionando contratos a empresas previamente escolhidas em troca de pagamento de propina a servidores públicos. Esses valores, segundo a PF, eram posteriormente lavados por meio de transações financeiras sofisticadas, além de investimentos em imóveis e empresas reais.

      Ações integradas contra corrupção sistêmica - A nova etapa da Overclean integra os esforços coordenados da Polícia Federal e da CGU no enfrentamento à corrupção sistêmica e ao mau uso dos recursos públicos. Segundo os investigadores, a operação teve origem no cruzamento de dados de contratos suspeitos com movimentações financeiras incompatíveis, identificadas por órgãos de controle.

      A investigação corre sob sigilo judicial, mas os investigadores admitem que novas fases poderão ser deflagradas, uma vez que foram detectadas ramificações da organização criminosa em diversos estados brasileiros.

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