Pimenta vê "retaguarda" a terrorista e afirma que anistia neste momento é estimular impunidade
Ministro alerta para perigo à democracia após o atentado terrorista bolsonarista na Praça dos Três Poderes
247 - O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, criticou nesta sexta-feira (15) a proposta de anistia aos bolsonaristas envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, em tramitação na Câmara dos Deputados. Ele também mencionou o atentado a bomba cometido por um homem bolsonarista em Brasília na quarta-feira (13), que está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) como atentado contra o Estado Democrático de Direito e também como um ato terrorista.
“Anistia nesse momento é estimular impunidade. E a impunidade é o fermento do terror que assistimos nesta semana. Sou contra qualquer debate sobre anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro”, afirmou Pimenta a jornalistas durante o G20, no Rio de Janeiro (RJ). “Quem atenta contra a democracia não vai contar com nenhum tipo de impunidade nesse País”.
Segundo Pimenta, o responsável pelo ataque, Francisco Wanderley Luiz, “possivelmente tinha uma retaguarda” e "conexões". Pimenta disse ainda que o presidente Lula, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o atentado, “está falando” através da PF e de outros órgãos oficiais.
Na noite de quarta-feira, o terrorista Francisco Wanderley Luiz jogou bombas em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF) e morreu vítima de uma explosão que ele próprio provocou. O carro de Francisco também explodiu, nas proximidades do anexo 4 da Câmara dos Deputados. A unidade de investigação antiterrorismo da PF atua nas investigações. (Com informações de O Estado de São Paulo).
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