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      Sobe para 12 o número de mortos na onda de violência em RO

      Diante da gravidade dos ataques, o estado de Rondônia recebeu reforço policial. Cerca de 60 agentes da Força Nacional estão atuando em Porto Velho

      (Foto: Twitter/PSTU)
      Redação Brasil 247 avatar
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      247 - O número de mortes durante a onda de violência em Rondônia chegou a 12 nesta sexta-feira (17), resultado de confrontos entre a Polícia Militar (PM) e a facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com um balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) na quinta-feira (16), 11 mortes, 14 prisões e sete armas apreendidas haviam sido registradas até então. Após a divulgação, mais uma morte foi confirmada: um foragido morreu em uma troca de tiros com a PM em Porto Velho. As informações foram obtidas no portal G1.

      Desde o início da semana, os embates entre agentes de segurança e membros do Comando Vermelho provocaram destruição e medo. Mais de 20 ônibus e outros veículos foram incendiados em Porto Velho e regiões vizinhas. Esses ataques, segundo a polícia, foram retaliações às operações que resultaram na morte de um dos chefes da facção. “Os ataques demonstram a tentativa de impor terror à população e desafiar as autoridades”, afirmou um porta-voz da PM.

      Reforço na segurança

      Diante da gravidade dos ataques, o estado de Rondônia recebeu reforço policial. Cerca de 60 agentes da Força Nacional estão atuando em Porto Velho desde a terça-feira (14). Além disso, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) enviou um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para auxiliar nas ações policiais.

      O governo do Acre também se mobilizou, reforçando o policiamento no Posto Fiscal Tucandeira, localizado na BR-364, em Acrelândia, e enviando uma aeronave para apoio logístico e operacional. “O trabalho integrado é essencial para combater o crime organizado que opera em vários estados da região”, destacou um oficial de segurança.

      Retorno parcial do transporte coletivo

      Como medida de segurança após os ataques a ônibus, a venda de combustíveis em galões foi proibida em Porto Velho. Com isso, a empresa responsável pelo transporte coletivo retomou parcialmente a circulação na quinta-feira (16), mas apenas 50% da frota está em funcionamento. Linhas que atendem os conjuntos habitacionais Orgulho do Madeira e Morar Melhor permanecem suspensas.

      Os ataques a ônibus ocorreram na segunda-feira (13) em Porto Velho e Candeias do Jamari, gerando caos e paralisando o transporte coletivo. “Estamos tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população”, declarou a Sesdec.

      Impacto social e investigações

      A violência tem causado temor entre os moradores e prejuízos significativos. Além dos veículos incendiados, os comerciantes locais relatam queda no movimento devido ao clima de insegurança. Investigações continuam para capturar os líderes do Comando Vermelho e desarticular suas operações na região.

      Enquanto isso, a população de Porto Velho e arredores vive dias de tensão, aguardando que as ações das forças de segurança tragam estabilidade ao estado. “Não é apenas uma questão de segurança pública, mas de garantir o direito de viver sem medo”, concluiu o representante da Força Nacional.

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