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      BNDES aprova R$ 125,7 milhões para a Ciclus ampliar aterro sanitário bioenergético no Rio

      Com recursos do Fundo Clima e da Linha Saneamento, a Ciclus Ambiental ampliará a capacidade do seu Centro de Tratamento de Resíduos em Seropédica (RJ)

      Aloizio Mercadante e o BNDES (Foto: ABR)
      Leonardo Lucena avatar
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      Agência BNDES - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou linha de crédito para um financiamento no valor de R$ 125,7 milhões para a Ciclus Ambiental Rio S.A. Com recursos do Fundo Clima (R$ 88,0 milhões) e da Linha Saneamento (R$ 37,7 milhões), a Ciclus ampliará a capacidade do seu Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) em Seropédica (RJ).

      O plano de investimentos da Ciclus na CTR do Rio prevê aporte total de R$ 132,3 milhões para a expansão do aterro sanitário e ampliação da capacidade de recebimento e disposição de resíduos para 11,4 mil toneladas/dia – atualmente, o local recebe 10 mil toneladas/dia. 

      Entre as ações previstas, estão: obras de macrodrenagem pluvial (condução da água das chuvas via drenos); cercamento perimetral (proteção física e contra invasões e entrada de animais);  implantação de cinturão verde (faixa arborizada para proteger áreas vizinhas contra partículas de lixo e minimizar cheiros e impacto visual); construção de duas novas lagoas de armazenamento de chorume com capacidade para acumular um volume útil de 25.000 m³ cada; instalação de novos instrumentos de medição adicionais para monitoramento do aterro sanitário; contratação de serviços de apoio topográfico e ensaios tecnológicos de solos e de mantas; desenvolvimento de projetos técnicos (básico/executivo) e de apoio ao licenciamento ambiental.

      “A adequada gestão de resíduos sólidos no Brasil contribui com a redução de emissões de gases de efeito estufa, com a geração de energia a partir de fontes alternativas e com a melhoria na qualidade de vida da população. O projeto da Ciclus está alinhado aos objetivos do apoio do BNDES com recursos do Fundo Clima para apoiar a empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

      Impacto – O CTR da Ciclus é um dos maiores centros de tratamentos de resíduos do mundo e sua instalação, em 2011, permitiu o encerramento e a recuperação ambiental dos lixões de Itaguaí e Seropédica, além dos aterros controlados de Gramacho e Gericinó. “A expansão da operação da Ciclus torna viável um tratamento social e ambientalmente correto dos resíduos e amplia o potencial de transformação do lixo em ativos, expandindo esses benefícios aos municípios e a toda sociedade”, ressalta Fernando Quintas, CEO da Ciclus Ambiental.

      Diariamente, o CTR de Seropédica recebe cerca de 10 mil toneladas de resíduos sólidos que, por meio de processos altamente avançados, são transformados em biogás, energia e água desmineralizada. A gestão dos resíduos se inicia no recebimento nas estações de tratamento de resíduos (ETRs) da Ciclus, onde ocorre a transferência dos veículos coletores para carretas com maior capacidade de transporte. De lá, os resíduos são transportados para o aterro sanitário bioenergético (CTR), que é equipado com tecnologia de ponta, incluindo sensores e múltiplas camadas de proteção do solo.

      Todo o biogás gerado no CTR da Ciclus é capturado e depois utilizado – em sua maior parte – na produção e comercialização de biometano por outra empresa, localizada dentro da mesma planta. A outra parte do biogás é destinado à geração de energia elétrica (2,8 MW), utilizada pela própria Ciclus. Com o projeto, ao longo de 15 anos, estima-se a redução de emissões de 172,1 mil toneladas de CO2.

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