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      Ricardo Cappelli: 'decisão do Banco Central prejudica gravemente o desenvolvimento da indústria nacional'

      'O dólar caiu oito vezes consecutivas', destacou o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial

      Ricardo Cappelli (Foto: Felipe Gonçalves / Brasil 247)
      Leonardo Lucena avatar
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      247 - O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, criticou nesta quarta-feira (29) a decisão do Banco Central, que aumentou a taxa de juros (Selic) no país.

      “É inaceitável a decisão do Banco Central de subir ainda mais a 2ª maior taxa de juros do planeta. O que justifica isso? O dólar caiu 8 vezes consecutivas nos últimos dias. O Brasil possui condições macroeconômicas sólidas. Isso prejudica gravemente o desenvolvimento da indústria”, escreveu o dirigente na rede social X.

      Outras lideranças, como a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PR), e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), também publicaram análises contrárias à determinação da autoridade monetária.

      >>> Dólar fecha na menor cotação desde 26 de novembro

      O presidente da ABDI fez o comentário sobre a queda do dólar porque, nos últimos anos, a inflação foi usada como justificativa pelo ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para deixar a taxa de juros acima de dois dígitos. Com a alta da Selic, o crédito fica mais caro, dificulta o poder de compra, e a expansão da economia. 

      Conforme destacou a deputada federal Gleisi Hoffmann, a alta de 1 ponto percentual anunciada nesta quarta foi consequência de algumas determinações da gestão de Campos Neto na presidência do banco. O sucessor dele foi Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula. 

      Nos últimos dois anos, aliados do governo cobraram de Campos Neto a redução dos juros. Agora, a expectativa fica por conta das próximas reuniões do Comitê de Política Monetária, nos dias 18 e 19 de março. O Copom é ligado ao Banco Central.

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      Veja agora alguns dados industriais, já que o setor foi mencionado por Cappelli:

      Em 2023, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,9% frente a 2022 e fechou em R$ 10,9 trilhões. Foram registrados aumentos na Agropecuária (15,1%), na Indústria (1,6%) e em Serviços (2,4%), conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao 4º trimestre de 2022, o PIB avançou 2,1% no último trimestre de 2023, 12º resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. Agropecuária registrou estabilidade, enquanto a Indústria avançou 2,9% e Serviços cresceu 1,9%.

      Na indústria, os destaques positivos foram as Indústrias Extrativas, com alta de  8,7% devido, principalmente, à alta na extração de petróleo e gás natural e de minério de ferro, e a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,5%), influenciada pela melhora nas condições hídricas na comparação com 2022 e o aumento das temperaturas médias do ano.

      As Indústrias de Transformação (-1,3%) conseguiram desempenho negativo, causado principalmente pela queda na fabricação de: produtos químicos; máquinas e equipamentos; metalurgia; indústria automotiva. 

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