CBF aceita pedido feito pela Portuguesa para homologação de SAF
A oferta por 80% das ações da SAF prevê a reestruturação das dívidas do clube, investimento no futebol da equipe e uma arena multiuso. Veja mais detalhes
247 - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aceitou nesta quarta-feira (26) o pedido feito pela Portuguesa (SP) para aprovar a mudança para Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O grupo Portuguesa SAF assumirá os ativos da atual Associação Portuguesa de Desportos. A oferta por 80% das ações da SAF prevê a reestruturação das dívidas do clube que chegam a R$ 450 milhões, investimento de R$ 263 milhões no futebol da equipe até 2029, e reformas no complexo do estádio do Canindé, com cerca de R$ 500 milhões destinados a uma arena multiuso.
A SAF é formada por empresários da Tauá Partners (responsáveis pela gestão), XP Investimentos (investimento financeiro) e Revee (administração do espaço do Canindé).
A Portuguesa SAF também ficará com os direitos econômicos e federativos dos atletas, valores de premiação, direitos de transmissão e registro em instituições como a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a CBF. A Tauá Partners, XP Investimentos e Revee apresentou a proposta, que já havia sido aprovada pelo Conselho Deliberativo e pelos sócios em outra assembleia.
“É um marco para nós. Essa homologação traduz a vontade dos nossos torcedores, que nos apoiam desde o início do projeto. Temos segurança jurídica”, afirmou o presidente da Portuguesa SAF, Alex Bourgeois.
Em novembro do ano passado, o Instituto Brasileiro de Estudos e Desenvolvimento da Sociedade Anônima do Futebol (Ibesaf) informou no ano passado que o país tem pelo menos 95 SAFs - 40 na região Sudeste, 21 no Sul, 13 no Centro-Oeste, 17 no Nordeste e 4 no Norte. O número total de SAFs está subindo para acima de 100. Clubes como Santa Cruz (PE) e Náutico (PE) estão em negociação para a aplicação de novos investimentos.
O Atlético-MG é um dos clubes que viraram SAF, com orçamento acima de R$ 3 bilhões. Outra equipe que adotou este modelo de gestão foi o Botafogo, em um negócio de quase R$ 2 bilhões.
O Cruzeiro e o Vasco da Gama foram outros dois clubes que viraram SAFs, ambas com orçamentos acima de R$ 1 bilhão. Também seguiram esta forma de administração alguns times como Bahia, Fortaleza, América-MG. Esses três últimos clubes têm SAFs que aportes entre R$ 600 milhões e R$ 900 mihões. A do Coritiba ficou acima de R$ 400 milhões.
Nas SAFs, os clubes deixam de ser associação civil, privada, sem fins lucrativos, e viram instituições empresariais. Associações não podem ser vendidas para investidores e ficam sob a gestão do quadro de sócios. A SAF permite a venda parcial ou total de um clube.
Na gestão mais tradicional, os sócios dos clubes elegem um presidente e representantes para Conselhos Deliberativo e Fiscal. O conselho é uma espécie de "Poder Legislativo" da equipe e a diretoria, o "Poder Executivo". O presidente de um clube tem um mandato, entre dois e quatro anos. Pode ou não ter direito à reeleição.
O chamado "clube-empresa" tem estrutura contratada por seu dono. A equipe tem especialistas nas principais áreas: CEO (chief executive officer) ou diretor-geral; CLO (chief legal officer) ou diretor jurídico; CFO (chief financial officer) ou diretor financeiro; CMO (chief marketing officer) ou diretor de marketing; e Diretor de futebol.
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