Bolsa dos EUA tem pior trimestre desde 2022 em meio a guerra tarifária de Trump
Tarifas ameaçam indústria global e ampliam temor de recessão
247 - Os índices econômicos S&P 500 e Nasdaq caminham para registrar o pior trimestre desde 2022, pressionados pela retomada da agenda tarifária do presidente Donald Trump. A informação é do Washington Post.
Investidores enfrentam incertezas diante do vaivém de anúncios sobre novas tarifas. Dados econômicos apontam para queda no consumo, reacendendo os temores de recessão. Desde janeiro, o S&P 500 acumula perda de mais de 5%; o Nasdaq, mais de 11%. O Dow Jones caiu 2% no período.
Trump prometeu novas tarifas nesta quarta-feira, batizada por ele de “Dia da Libertação” da economia dos EUA. Assessores falam em sobretaxar os “15 Sujos”, países considerados com piores práticas comerciais. No entanto, Trump parece querer retomar a proposta de campanha de 2024: uma tarifa única de até 20% sobre todos os parceiros comerciais.
Sem detalhes, o assessor Peter Navarro disse que as tarifas podem arrecadar US$ 600 bilhões por ano. No domingo, Trump confirmou que a ideia de uma tarifa única segue viva.
“Dia 2 de abril pode ser um catalisador decisivo para os mercados globais, em qualquer direção”, afirmou Larry Tentarelli, da Blue Chip Daily.
A Casa Branca estuda usar uma lei de 1977 para decretar emergência e impor as tarifas. O governo já anunciou sobretaxas sobre o setor automotivo e quer avançar sobre madeira e remédios.
Para o analista Dan Ives, da Wedbush Securities, as tarifas sobre carros podem “virar a indústria de ponta-cabeça”, elevando preços em até US$ 10 mil.
A guerra tarifária de Trump em 2025
Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem adotado medidas protecionistas agressivas. Em janeiro, anunciou tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá — com exceção de petróleo e energia canadenses (10%).
Em fevereiro, passou a retaliar países que taxam produtos americanos. Em março, decretou tarifa de 25% sobre todos os carros importados.
As ações geraram forte reação global. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, criticou as medidas: “Esses impostos prejudicam empresas e consumidores”.
A OCDE revisou para baixo as previsões de crescimento global após a volta de Trump. Em relatório de março, reduziu a estimativa de 3,3% para 3,1% para 2025, citando “barreiras comerciais” e “incertezas políticas”. A projeção para os EUA caiu de 2,4% para 2,2%.
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