Governo Orbán anuncia investigação sobre ONGs financiadas pelos EUA na Hungria
Primeiro-ministro acusa entidades estrangeiras de interferência política e promete medidas para preservar a soberania do país
247 – O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou que seu governo iniciará uma investigação sobre organizações não governamentais que recebem financiamento dos Estados Unidos e que, segundo ele, estariam interferindo na política húngara. A informação foi divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua.
Orbán afirmou que essas entidades atuam como "pseudo-civis", com o objetivo de influenciar a opinião pública e impactar diretamente os processos políticos internos do país. Sem mencionar nomes específicos, o premiê húngaro destacou a necessidade de medidas rigorosas para identificar e monitorar tais organizações, que, em sua visão, representam uma ameaça à soberania nacional.
A declaração reforça a postura nacionalista do governo Orbán, que frequentemente critica a influência de potências estrangeiras sobre os assuntos internos da Hungria. O primeiro-ministro tem um histórico de embates com instituições ocidentais e organizações da sociedade civil que atuam no país, sobretudo aquelas vinculadas a fundações internacionais e organismos europeus.
A relação entre Hungria e Estados Unidos tem se deteriorado nos últimos anos, especialmente devido às críticas de Washington ao que considera um enfraquecimento da democracia húngara sob o governo Orbán. A decisão de investigar essas organizações pode intensificar ainda mais as tensões entre os dois países.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre como essa investigação será conduzida nem quais serão os critérios para determinar eventuais sanções contra as entidades envolvidas. O governo húngaro, no entanto, já indicou que pretende endurecer as regras de transparência para ONGs que recebem financiamento externo.
O anúncio reforça a tendência do governo Orbán de se distanciar do Ocidente e buscar alianças estratégicas alternativas, como a aproximação com a China e a Rússia. Nos próximos meses, espera-se que as autoridades húngaras divulguem mais informações sobre os desdobramentos dessa nova iniciativa governamental.
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