Bolsonarista que tentou dar golpe e pichou estátua do STF diz que foi ao 8 de Janeiro para 'tirar fotos'
Débora Rodrigues também disse, em depoimento, que uma outra pessoa já havia vandalizado a estátua do STF
247 - Débora Rodrigues dos Santos, mulher bolsonarista acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e de pichar a frase "Perdeu, mané" na estátua A Justiça, localizada em frente à sede do Supremo, na Praça dos Três Poderes, confessou que cometeu o ato.
Em depoimento divulgado pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira (27), a cabeleireira negou que suas atitudes foram "premeditadas" e admitiu que foi aos atos golpistas, mas disse que "não fazia ideia do bem financeiro e simbólico" da estátua.
"Quando estava lá já tinha uma pessoa fazendo a pichação e ele notou talvez um pouco de malícia da minha parte, porque ele começou a escrita e disse que tinha a letra muito feia e pediu minha ajuda para escrever", acrescentou, assumindo que "continuou" a pichação.
Débora também disse que não invadiu os prédios que sediam os Três Poderes, tendo permanecido na Praça "apenas tirando fotos, porque achei os prédios muito bonitos (sic.)"
"Eu caí nessas falas dele, mas nunca fiz nada de ilícito na minha vida", acrescentou.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na quarta-feira (26) que irá revisar a pena de Débora. Na segunda-feira (24), um pedido de vista de Fux suspendeu o julgamento de Débora. O caso é julgado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Fux.
O julgamento virtual começou na última sexta-feira (21), quando Moraes votou para condenar Débora a 14 anos de prisão em regime fechado por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Em seguida, Dino seguiu o relator. O placar está 2 votos a 0. O julgamento não tem data para ser retomado.
Débora está presa desde março de 2023.
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