Brasil quer que Banco do BRICS atue em políticas de prevenção de desastres durante presidência do bloco
Objetivo é financiar ações sustentáveis e minimizar impactos climáticos com a cooperação internacional
247 - Durante a presidência do Brasil no Brics, o governo pretende promover discussões sobre a prevenção de desastres, envolvendo o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) no financiamento de iniciativas sustentáveis. A proposta, segundo o Metrópoles, foi anunciada nesta quinta-feira (20/2), após uma reunião do Grupo de Trabalho sobre Gestão de Riscos e Desastres da aliança, que contou com a participação de representantes de dez dos onze países membros. A Indonésia, que entrou no bloco em janeiro de 2024, não participou do encontro.
Segundo Guilherme Simões, secretário Nacional de Periferias, há um consenso entre os países sobre a importância de investir e articular espaços e instituições multilaterais para a prevenção de desastres. “Nós temos o privilégio, no caso dos Brics, de ter um banco próprio específico e nós vamos abrir uma discussão com esse banco para avaliar a possibilidade de investimento e financiamento para políticas relacionadas a isso”, destacou Simões.
O NDB, presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff, tem se mostrado um ator central nas discussões sobre o desenvolvimento sustentável no bloco. Além disso, o governo brasileiro espera fortalecer a troca de experiências com países como os Emirados Árabes Unidos e a Rússia, grandes produtores de petróleo, sobre como minimizar os efeitos das mudanças climáticas. Wolnei Wolff, secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, ressaltou que os desastres climáticos afetam todas as economias, independentemente de sua produção de petróleo: “Independente da economia ter mais ou menos petróleo, os desastres em função da mudança do clima afetam todos.”
O Brasil pretende apresentar um plano conjunto que aborde as necessidades de cada país, com foco na redução das desigualdades e vulnerabilidades, melhorias nos sistemas de alerta precoce, desenvolvimento de infraestruturas resilientes e uma maior cooperação com organismos internacionais.
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