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      Cofecon repudia premiação de Javier Milei como "Economista do Ano" pela OEB

      Em nota oficial, a entidade questionou a legitimidade da premiação e apontou que o argentino está envolvido em um escândalo financeiro no próprio país

      Tania Cristina Teixeira, presidenta da Cofecon, e Javier Milei (Foto: Divulgação/Cofecon | REUTERS/Mariana Greif)
      Guilherme Paladino avatar
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      247 - O Conselho Federal de Economia (Cofecon) manifestou-se nesta terça-feira (25) contra a decisão da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) de conceder o título de "Economista do Ano" ao presidente da Argentina, Javier Milei. Em nota oficial, a entidade questionou a legitimidade da premiação e apontou que Milei está envolvido em um escândalo financeiro no próprio país.

      Milei recentemente endossou uma associação ilícita que teria causado prejuízo a mais de 40 mil pessoas, após promover em suas redes sociais a criptomoeda $LIBRA, posteriormente revelada como um esquema fraudulento do tipo "rug pull" (ou "puxada de tapete"). Para o Cofecon, esse histórico não condiz com os critérios estipulados pelo próprio regulamento do prêmio, que deveria reconhecer economistas com atuação destacada em benefício da classe ou da coletividade brasileira.

      Legitimidade contestada - Na nota, o Cofecon também ressalta que a OEB é uma entidade privada, sem competência legal para representar a profissão de economista no Brasil. De acordo com a legislação vigente (Lei 1.411/1951), apenas o Cofecon e os Conselhos Regionais de Economia têm autoridade para regulamentar e fiscalizar a profissão no país.

      Além disso, o conselho destacou que Manuel Enríquez García, presidente da OEB e responsável pela entrega do prêmio a Milei, teve seu registro profissional suspenso em decorrência de um processo ético-disciplinar.

      Repercussão e críticas - A entrega do prêmio a Milei gerou forte repercussão entre economistas brasileiros. A Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED) divulgou uma nota de repúdio, classificando a premiação como uma "legitimação de um projeto econômico destrutivo e antidemocrático". A entidade criticou o alinhamento de Milei com políticas de austeridade e desregulamentação extrema, que, segundo a ABED, têm agravado a crise econômica e social na Argentina.

      A escolha do presidente argentino para receber o título ocorre em um momento de forte recessão econômica no país vizinho, com aumento da desigualdade e cortes drásticos nos gastos públicos.

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