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      Diplomatas brasileiros vão aos EUA negociar alternativas ao tarifaço de Trump

      O grupo liderado por Maurício Lyrio tenta negociar antes do governo brasileiro adotar a reciprocidade em relação às tarifas

      Lula e Donald Trump (Foto: Ricardo Stuckert/PR | REUTERS/Brendan McDermid)
      Otávio Rosso avatar
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      247 - Uma comitiva de diplomatas brasileiros viajou neste final de semana aos Estados Unidos para negociar alternativas às tarifas impostas pelo presidente do país, Donald Trump, informa o g1. O grupo é liderado pelo secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio, atual negociador-chefe do Brasil no Brics e que em 2024 também foi o negociador-chefe do Brasil no G20.

      A ida de Lyrio e do grupo aos EUA é um movimento adotado pelo governo Lula (PT) para negociar alternativas para o governo americano. Representantes do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio têm feito reuniões constantes com diplomatas americanos desde que Trump anunciou o tarifaço.

      A equipe diplomática do Brasil defende que o Brasil insista nas negociações com os EUA antes de adotar a reciprocidade e impor tarifas aos produtos americanos, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Em viagem à Ásia, Lula disse a jornalistas que iria “gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário” para negociar os com os americanos.A postura é diferente de discursos adotados recentemente, em que o presidente defendeu a reciprocidade.

      Em uma manifestação oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o governo Lula afirmou que o tarifaço pode comprometer severamente as relações comerciais entre os países. "O governo do Brasil reconhece os esforços do governo dos Estados Unidos para promover o desenvolvimento industrial e a criação de empregos nos Estados Unidos, uma política pública legítima que também é perseguida pelo governo brasileiro", diz a manifestação.

      "O Brasil insta os Estados Unidos a priorizar o diálogo e a cooperação em vez da imposição de restrições comerciais unilaterais, cujos riscos podem alimentar uma espiral negativa de medidas que poderiam comprometer severamente nossa relação comercial mutuamente benéfica", completou o documento.

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