Ibovespa fecha em alta primeiro pregão de março com salto de Embraer
EMBRAER ON disparou 8,79%, tendo renovado máximas históricas acima de R$75
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado do Carnaval, com Embraer disparando quase 9% e renovando máximas históricas, enquanto Petrobras e outras petrolíferas mostraram quedas significativas em meio ao declínio do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,2%, a 123.046,85 pontos, tendo marcado 123.364,03 pontos na máxima e 122.747,06 pontos na mínima do pregão, que abriu apenas às 13h, após ficar fechado nos dois dias anteriores.
Na visão da equipe de grafistas da Ágora Investimentos, a forte queda da sexta-feira (-1,6%) consolidou a leitura de reversão de tendência de curto prazo para o Ibovespa, sinalizando provável busca pelas próximas referências de suporte em 121.170 e 118.500 pontos, conforme relatório a clientes.
Após um começo de semana mais negativo em Nova York, o S&P 500 avançou 1,1%, o que também ajudou na performance da bolsa paulista, com agentes monitorando o noticiário envolvendo a política comercial dos Estados Unidos, após a entrada em vigor de tarifas de 25% para produtos do México e do Canadá.
DESTAQUES
- EMBRAER ON disparou 8,79%, tendo renovado máximas históricas acima de R$75, em meio à visão entre analistas de que a fabricante de aviões deve continuar mostrando desempenho operacional benigno em 2025. No ano, o papel já sobe cerca de 24%, após salto de 150% em 2024. "Acreditamos que a Embraer é uma história convincente e que deve continuar com um bom momento operacional em 2025", afirmou a equipe do Santander.
- MARFRIG ON avançou 7,04%, recuperando-se do tombo de mais de 10% no último pregão, na sexta-feira, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. JBS ON subiu 0,39%, tendo ainda no radar que, na segunda-feira, a China suspendeu importações de carne bovina de sete estabelecimentos do Brasil, Argentina, Uruguai e Mongólia, incluindo uma unidade da companhia, em Mozarlândia (GO).
- AMBEV ON valorizou-se 4,58%, tendo como pano de fundo relatório do UBS BB reiterando recomendação de compra para a ação, com os analistas do banco também elevando previsões para os lucros em 2025, 2026 e 2027 em 5,7%, em média, para incorporar os resultados do quarto trimestre do ano passado e novas premissas sobre a taxa de câmbio e a inflação.
- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,49%, em dia positivo para o setor no Ibovespa, com BANCO DO BRASIL ON avançando 1,68%, BRADESCO PN registrando alta de 2,05% e SANTANDER BRASIL UNIT apurando elevação de 1,43%.
- PETROBRAS PN recuou 3,65%, em dia negativo para petrolíferas na B3, contaminadas pelo declínio do petróleo no exterior. O barril do Brent perdeu 2,45%, após alta dos estoques nos EUA, em meio a receios com planos da Opep+ de prosseguir com os aumentos de produção em abril. PETROBRAS ON cedeu 4,61%, enquanto BRAVA ENERGIA ON caiu 8,27%, PRIO ON recuou 2,1% e PETRORECONCAVO ON terminou em baixa de 3,15%.
- BRASKEM PNA fechou em queda de 3,28%, engatando o décimo pregão seguido de declínio, dada a perspectiva ainda desafiadora para a indústria petroquímica. Na véspera, também entraram em vigor as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do México, onde a empresa tem operações. Na semana passada, a companhia divulgou um prejuízo bilionário para o quarto trimestre de 2024.
- NATURA&CO ON caiu 1,78% após anunciar que continua negociando com a gestora IG4 visando uma potencial venda das operações da Avon fora da América Latina, mas agora sem exclusividade, uma vez que o prazo para tal direito expirou em 28 de fevereiro. "O que parecia mais iminente, está potencialmente se arrastando por mais tempo", notou o JPMorgan, chamando a atenção para potenciais efeitos no caixa.
- VALE ON subiu 0,8%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A próxima sexta-feira, dia 7, é a data de corte para pagamento de dividendos anunciados no mês passado, no valor total bruto de cerca de R$2,14 por ação. O pagamento está previsto para 14 de março.
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