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    Genocídio: número de palestinos assassinados por Israel ultrapassa 50 mil

    Bloqueio imposto por Israel agrava crise humanitária, com fome e doenças se alastrando entre crianças

    Palestinos caminham ao lado de destroços de casas destruídas na Cidade de Gaza 11/03/2025 (Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas)
    Redação Brasil 247 avatar
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    247 — O número de palestinos mortos em decorrência dos ataques israelenses à Faixa de Gaza ultrapassou 50 mil, segundo balanço divulgado neste domingo pelas autoridades de saúde locais. A informação foi publicada pela agência estatal chinesa Xinhua, que vem acompanhando a escalada de violência desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023.

    De acordo com o comunicado, nas últimas 24 horas, 41 corpos e 61 feridos deram entrada em hospitais em diversas regiões do território. Com isso, o total de mortos chegou a 50.021 e o número de feridos subiu para 113.274. Só desde o início de uma nova onda de bombardeios, em 18 de março, ao menos 673 pessoas foram mortas e outras 1.233 ficaram feridas.

    Ao mesmo tempo em que os ataques prosseguem, a situação humanitária se deteriora rapidamente. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) alertou, também neste domingo, que o bloqueio total à entrada de ajuda humanitária, imposto por Israel há três semanas, está acelerando uma crise de fome sem precedentes.

    “Sem comida, sem remédios, sem água, sem combustível. Um cerco mais rigoroso do que na fase inicial da guerra”, afirmou a UNRWA em postagem na rede social X (antigo Twitter).

    Imagens recentes mostram crianças deslocadas vivendo em barracas improvisadas ao lado de pilhas de lixo em Gaza, enquanto milhares de palestinos fazem filas em centros de distribuição de alimentos gratuitos em Beit Lahia, no norte do enclave.

    Desde o dia 2 de março, todas as entradas de suprimentos foram bloqueadas por Israel, que justifica a medida com base em “preocupações de segurança”. No entanto, organizações internacionais têm denunciado a ação como uma forma de punição coletiva à população civil, em flagrante violação ao direito internacional humanitário.

    No contexto do Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, o presidente palestino Mahmoud Abbas condenou o uso do acesso à água por Israel como instrumento de “tortura e deslocamento”.

    “Israel usa a água como uma ferramenta para sabotar o desenvolvimento e aprofundar a ocupação”, declarou Abbas, exigindo um cessar-fogo imediato, a entrada irrestrita de ajuda humanitária e a retirada israelense da Faixa de Gaza.

    O presidente palestino também renovou o apelo à comunidade internacional para o reconhecimento pleno do Estado da Palestina, com Jerusalém Oriental como sua capital.

    A tragédia em curso em Gaza expõe a urgência de uma resposta global coordenada que vá além das condenações simbólicas. Diante do colapso dos sistemas de saúde, saneamento e distribuição de alimentos, o risco de catástrofes ainda maiores é iminente.

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