O fascista Musk já controla 2,2 milhões de servidores federais nos Estados Unidos
Bilionário extremista avança sobre a máquina pública com apoio de Trump, gerando pânico e repressão entre funcionários
247 – A tomada de controle de duas agências federais nos Estados Unidos por Elon Musk, um dos maiores aliados de Donald Trump, está gerando pânico entre os 2,2 milhões de servidores federais e acelerando uma perigosa centralização de poder em Washington. A informação foi revelada pela Reuters, que detalha como o bilionário extremista está promovendo uma reestruturação agressiva do governo sob o pretexto de cortar gastos e eliminar o que Trump chama de "inchaço burocrático".
Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, age com carta branca da Casa Branca e tem instalado ex-funcionários de suas empresas dentro da administração federal para executar sua agenda autoritária. Com isso, a tomada da máquina pública pelo empresário tem sobreposto, em manchetes, até mesmo a guerra comercial errática de Trump com Canadá e México. Entre as medidas mais drásticas do magnata sul-africano está o desmonte da USAID, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, principal frente humanitária do país.
O impacto das ações de Musk já é sentido dentro dos órgãos governamentais. "Estamos assistindo a uma centralização de poder sem precedentes nas mãos de alguém que sequer passou por um processo de confirmação no Senado e não possui credenciais de segurança de alto nível", alertou Don Moynihan, professor da Ford School of Public Policy, da Universidade de Michigan. "Musk tem controle absoluto da infraestrutura administrativa do governo", acrescentou.
A repressão aos servidores já começou. E-mails foram enviados aos funcionários oferecendo pacotes de demissão antecipada como forma de reduzir o quadro de trabalhadores. Quem não aceitar a saída voluntária teme ser identificado e retaliado. Relatos internos apontam que mensagens eletrônicas estão sendo manipuladas com marcações invisíveis para rastrear possíveis vazamentos à imprensa.
Uma máquina paralela de controle
Trump colocou Musk à frente do chamado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), um organismo sem status formal de departamento e que já enfrenta ações judiciais movidas por sindicatos e entidades de fiscalização pública. "Não temos um quarto poder do governo chamado Elon Musk", criticou o deputado democrata Jamie Raskin, durante um protesto em Washington contra as ações do empresário.
O DOGE assumiu o comando da Administração de Serviços Gerais (GSA) e do Escritório de Gestão de Pessoal (OPM), este último responsável pelo gerenciamento da força de trabalho federal. A partir dessas estruturas, Musk e sua equipe tiveram acesso a sistemas de pagamento do Departamento do Tesouro, movimentando trilhões de dólares em benefícios, aposentadorias e outros repasses governamentais. Segundo Michael Linden, ex-funcionário da Administração de Orçamento e Gestão do governo Biden, isso concede ao bilionário "um poder extraordinário para decidir quais pagamentos o governo faz ou não faz".
Fontes do governo confirmaram que, na sexta-feira passada, um grupo ligado a Musk ganhou acesso aos sistemas do Tesouro que armazenam informações bancárias de milhões de cidadãos norte-americanos. Os temores sobre conflitos de interesse se multiplicam, já que empresas do bilionário possuem contratos milionários com o próprio governo que ele agora influencia diretamente.
Agressividade e desmonte do Estado
Os abusos cometidos pela equipe de Musk vão além da manipulação administrativa. Funcionários da USAID denunciaram confrontos entre agentes do DOGE e especialistas em segurança do governo, que tentam impedir o acesso de Musk a informações sigilosas. Enquanto isso, sindicatos de trabalhadores federais entraram com ações judiciais para barrar o avanço do empresário e evitar que mais servidores sejam obrigados a abandonar seus cargos.
"Aqueles que já trabalharam para Musk conhecem seu estilo autoritário. Ele impõe suas vontades sem planejamento e sem considerar as consequências", revelou Thomas Moline, ex-engenheiro da SpaceX. Relatos de dentro do governo reforçam que a atuação do bilionário se assemelha a sua conduta empresarial caótica e implacável.
O pesadelo dos servidores públicos norte-americanos se intensificou com o envio de um e-mail assinado pelo próprio Musk, intitulado "Encruzilhada", oferecendo demissões voluntárias com salário garantido até setembro para quem pedisse exoneração até 6 de fevereiro. Uma segunda mensagem incentivava os funcionários a "procurarem empregos mais produtivos no setor privado". Sindicatos alertam que essa tática pode ser ilegal e que não há clareza sobre a origem dos fundos utilizados para tais indenizações.
Nick Bednar, professor de Direito da Universidade de Minnesota, alerta que "o poder concedido a Musk sobre o funcionalismo e os pagamentos federais é uma anomalia perigosa para a democracia". As denúncias crescem, assim como os protestos nas ruas, mas a resposta do governo Trump tem sido clara: "Musk só faz o que tem nossa autorização", afirmou o presidente republicano. Com essa sinalização, a interferência do bilionário na administração pública deve seguir avançando sem freios.
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