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      Mantega explica por que a pesquisa Datafolha não é motivo de desespero

      Ex-ministro da Fazenda lembra que Lula já viveu situação semelhante e conseguiu reverter o cenário

      (Foto: Reprodução )
      Redação Brasil 247 avatar
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      247 – A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (16) revelou uma queda na aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com uma redução de 11 pontos percentuais em dois meses, chegando a 24%, enquanto a reprovação subiu para 41%. O levantamento, realizado na segunda e terça-feira desta semana, captou o impacto da disseminação de informações falsas sobre uma suposta tributação do Pix. Foram entrevistados 2.007 eleitores em 113 cidades, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A Reuters trouxe os detalhes da pesquisa, que registra os piores índices de aprovação de todos os mandatos de Lula.

      Apesar dos números desfavoráveis, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega argumenta que o cenário não deve ser motivo de desespero. Ele relembrou que, em 2005, o presidente Lula enfrentou um momento semelhante, com a aprovação do governo caindo de 45% no final de 2004 para 28% em dezembro de 2005, em meio à crise política do Mensalão, aumento da inflação e dos juros, além da desaceleração econômica. Na época, o então candidato José Serra liderava as pesquisas para a disputa presidencial de 2006.

      "Para diminuir a depressão no fim de semana com a pesquisa Datafolha, queria lembrar que em 2005 tínhamos um cenário político e econômico ruim, com o Datafolha de dezembro daquele ano mostrando que a taxa de aprovação do governo Lula caíra de 45% no final de 2004 para 28% em dezembro de 2005", afirmou Mantega.

      Ele destacou que, na ocasião, a economia sofreu um choque de juros, restringindo o crédito e retraindo o consumo e os investimentos. No entanto, a reversão do cenário começou no final de 2005, com a redução dos juros, ampliação do crédito, flexibilização do superávit primário e estímulos ao investimento, culminando no primeiro Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essas medidas garantiram a recuperação da economia e abriram caminho para a reeleição de Lula em 2006.

      Para Mantega, o cenário atual é ainda mais desafiador, mas há perspectivas de recuperação a partir do segundo semestre. "Eu diria que hoje a situação é um pouco pior, e vai piorar ainda mais até julho deste ano. Mas no segundo semestre, com o Real mais valorizado, a inflação contida, o avanço da Nova Política Industrial (NPI) e do PAC e, sobretudo, uma virada da política de juros, dá para chegar em 2026 com crescimento do PIB e continuidade dos programas sociais", avaliou o ex-ministro.

      A análise de Mantega sugere que a trajetória do governo pode ser revertida com uma política econômica que combine crescimento sustentável e ampliação do investimento público. A recuperação econômica, aliada a uma estratégia de comunicação eficaz para enfrentar a disseminação de desinformação, poderá ser decisiva para mudar o humor da opinião pública nos próximos meses.

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