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      DF é a segunda unidade federativa com mais profissionais na economia criativa

      Capital federal se destaca pela força de seu DNA criativo, impulsionado por políticas públicas e iniciativas culturais

      Agente criativa Aline Karina de Araújo Dias (Foto: Divulgação)
      Redação Brasil 247 avatar
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      Por Adriana Izel, da Agência Brasília – Depois de ser reconhecida como a cidade com a melhor qualidade de vida e a segunda mais segura do Brasil, Brasília conquista mais um título: a segunda unidade federativa com maior concentração de trabalhadores na economia criativa. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 9,7% dos empregados do Distrito Federal atuam em áreas criativas, ficando atrás apenas de São Paulo (9,8%) e superando estados como Rio de Janeiro e Ceará (ambos com 9,3%).

      "O dado do Dieese corrobora com o DNA criativo de Brasília, que resulta da invenção de se criar uma cidade", afirma Alexandre Kieling, professor e coordenador do Programa de Pós-graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica. “Aqui se juntaram pessoas altamente criativas: arquitetos, urbanistas, paisagistas, sociólogos e antropólogos. Essa pegada aparece na música, no teatro, no cinema, nas artes plásticas e até no desenvolvimento de softwares”, complementa.

      Proporção de trabalhadores na economia criativa
      Proporção de trabalhadores na economia criativa(Photo: Agência Brasília)

      Impacto econômico e áreas de destaque

      Dados do Panorama da Economia Criativa, estudo realizado pela Universidade Católica com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), mostram que o setor gera R$ 10 bilhões anuais, correspondendo a 3,5% do PIB da capital. Brasília conta com cerca de 130 mil profissionais formalmente empregados em áreas como eventos, audiovisual, música, artesanato, turismo e jogos.

      A agente criativa Aline Karina Araújo Dias exemplifica como o setor tem gerado impactos sociais e econômicos. Criadora do projeto Turismo Fora do Avião, ela promove o patrimônio cultural do DF por meio de rotas turísticas temáticas. Um dos produtos de destaque, a Rota Turística Cultural: Arte Olaria, venceu o prêmio José Aparecido, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), na categoria Patrimônio Material. “Por meio do turismo, geramos preservação, direito à cidade e renda. É uma valorização das pessoas e das histórias locais”, afirma Aline, que agora planeja transformar o projeto em uma agência de turismo.

      Políticas públicas como motor da criatividade

      O sucesso da economia criativa em Brasília também está ligado às políticas públicas. Iniciativas como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), a Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e as linhas de microcrédito fomentadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) são alguns exemplos. Além disso, o Biotic — Parque Tecnológico de Brasília — desempenha um papel estratégico no desenvolvimento de projetos inovadores no setor.

      “De maneira planejada, em cinco anos, o DF não será só o segundo, mas estará no topo da cadeia criativa com capacidade de exportação nacional e internacional”, projeta Alexandre Kieling.

      O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, destaca o impacto das iniciativas de economia solidária. “Hoje, mais de 70% dos produtos vendidos em nossas feiras vêm do cooperativismo e de atividades associativas. Isso representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias e promove inclusão social”, ressalta Mendes.

      Desafios e perspectivas

      Apesar dos avanços, a integração entre Estado, iniciativa privada e academia ainda é um desafio para potencializar o setor. A construção de uma cadeia criativa forte requer mais investimentos, tanto em formação de profissionais quanto na infraestrutura para expandir a atuação do DF como referência nacional e internacional em economia criativa.

      Com políticas públicas alinhadas e iniciativas privadas engajadas, o Distrito Federal caminha para consolidar seu papel de protagonista no cenário criativo brasileiro, confirmando que o espírito inventivo que marcou a construção de Brasília segue vivo e em constante evolução.

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