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    Petro pede que colombianos indocumentados nos EUA voltem imediatamente ao país

    Em crítica ao governo de Donald Trump e sua política de deportação, o presidente da Colômbia afirmou que "a Estátua da Liberdade já não brilha"

    Presidente colombiano Gustavo Petro em Cali - 20/10/2024 (Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez)
    Guilherme Levorato avatar
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    247 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez um apelo direto aos colombianos sem documentação nos Estados Unidos para que deixem seus trabalhos e retornem imediatamente ao país. A declaração foi publicada pelo mandatário em sua conta oficial no X (antigo Twitter), nesta sexta-feira (31), após o anúncio, no início da semana, de um acordo entre Bogotá e Washington sobre deportações.

    "Solicito que as colombianas e os colombianos sem documentos nos EUA deixem seus trabalhos imediatamente nesse país e retornem à Colômbia o mais rápido possível", escreveu Petro. Ele destacou que a riqueza de uma nação é produzida pelo trabalho de seu povo e anunciou que o Departamento de Prosperidade Social (DPS) buscará oferecer linhas de crédito produtivo para os retornados que se inscreverem nos programas do governo.

    O presidente colombiano também fez um comentário crítico à situação nos Estados Unidos, afirmando que "a Estátua da Liberdade já não brilha" e que caberia à juventude e aos trabalhadores norte-americanos reacender essa luz.


    Impasse comercial e acordo sobre deportações - O apelo de Petro ocorre após um recuo dos Estados Unidos em relação a uma possível guerra comercial contra a Colômbia. O governo de Donald Trump ameaçou impor tarifas e sanções ao país sul-americano devido à recusa de Bogotá em aceitar voos de deportação de imigrantes considerados ilegais. Entretanto, após negociações intensas, Washington e Bogotá anunciaram um acordo que evitou a aplicação das penalidades.

    Em um comunicado, a Casa Branca informou que a Colômbia concordou em receber os migrantes deportados, e que, em troca, os Estados Unidos suspenderiam as ameaças de retaliação econômica. O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, confirmou o acerto e declarou que "superamos o impasse com o governo dos EUA".

    Pressão econômica e relações bilaterais - As medidas ameaçadas por Washington incluíam a imposição de tarifas de 25% sobre todos os produtos colombianos exportados para os EUA, com um aumento progressivo para 50% em uma semana, além da revogação de vistos e sanções financeiras contra autoridades colombianas. A Colômbia é o terceiro maior parceiro comercial dos Estados Unidos na América Latina, com um intercâmbio bilateral que movimentou US$ 33,8 bilhões em 2023, segundo dados do US Census Bureau.

    A relação entre os dois países é fortemente pautada pelo comércio, em grande parte devido ao Acordo de Livre Comércio assinado em 2006. Em 2023, os EUA registraram um superávit comercial de US$ 1,6 bilhão com a Colômbia, o que reforça a interdependência econômica entre as nações.

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