Dorinaldo Malafaia defende exploração na Margem Equatorial: “É o caminho para evitar a favelização da Amazônia”
Deputado federal pelo Amapá cobra celeridade do governo federal e afirma que a soberania energética do Brasil passa pela Margem Equatorial
247 – Durante o evento “Margem Equatorial e Políticas Públicas”, realizado em 26 de março, em Brasília, pelo Brasil 247, pela TV 247 e pelo site Agenda do Poder, o deputado federal Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) fez uma defesa enfática da exploração de petróleo na Margem Equatorial, destacando que o desenvolvimento da Amazônia exige governança, soberania nacional e compromisso com a população local. “Se não tivermos governança, dificilmente teremos benefícios concretos. E, sem esse projeto, vamos continuar vendo a favelização da Amazônia se aprofundar”, afirmou.
A fala de Malafaia foi marcada por uma crítica contundente ao modelo histórico de exploração econômica da região. “Desde o ciclo da borracha, a Amazônia vem sendo explorada por projetos que retiram riquezas e deixam pouco ou nenhum retorno. Foi assim com a mineração, com a madeira, com a celulose. E o que temos hoje? Uma região com altos índices de pobreza, falta de saneamento, pouca infraestrutura e desigualdade.”
O parlamentar destacou o papel do estado do Amapá como referência ambiental. “Temos uma experiência acumulada com reservas, parques protegidos e controle significativo do garimpo ilegal. É possível aliar preservação com desenvolvimento, desde que sejamos protagonistas e tenhamos um plano bem estruturado.”
Malafaia apresentou dados socioeconômicos preocupantes: 50% da população do Amapá vive com menos de R$ 497 por mês, 40% são beneficiários do Bolsa Família, e 60% estão inscritos no Cadastro Único. Apenas 13% dos domicílios possuem rede de esgoto e há falhas frequentes no fornecimento de energia elétrica, especialmente em comunidades isoladas. “Esse cenário exige urgência. Precisamos de um projeto de desenvolvimento que mude a realidade do nosso povo.”
Sobre os potenciais da Margem Equatorial, ele citou estimativas de:
- R$ 280 bilhões em investimentos
- 350 mil empregos diretos e indiretos ao longo do tempo
- Possível duplicação do PIB per capita estadual em 20 anos
- Arrecadação estimada de R$ 1 trilhão nas próximas décadas
Malafaia comparou o possível avanço do Amapá com o exemplo da Guiana, que passou por uma transformação econômica após a exploração petrolífera, e com Maricá (RJ), que criou um fundo soberano e uma moeda social para democratizar os recursos do pré-sal. “Um fundo soberano pode ser um instrumento essencial para garantir que o desenvolvimento traga benefícios duradouros para a população.”
O parlamentar também fez um alerta sobre o calendário político. “2025 será um ano eleitoral. Se o governo federal não acelerar as decisões sobre a Margem Equatorial agora, corremos o risco de mais atrasos. Já houve desmobilização logística da Petrobras no Amapá, e o estado não pode mais esperar.”
Malafaia defendeu que a exploração de petróleo é compatível com uma transição energética responsável. “Essa transição é um processo de longo prazo, e até hoje nunca aconteceu sem a combinação com gás e petróleo. Precisamos garantir a soberania energética do Brasil enquanto buscamos alternativas sustentáveis.”
Ao encerrar sua fala, o deputado reafirmou o compromisso da bancada federal do Amapá com o avanço do projeto: “Estamos totalmente decididos. A Margem Equatorial é estratégica para o Brasil e fundamental para o futuro do nosso estado.” Assista:
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