Roberto Medronho: “A Petrobras dará lições ao mundo na Margem Equatorial”
Reitor da UFRJ defende exploração sustentável como caminho para o desenvolvimento do Amapá e propõe parcerias entre universidades e centros de pesquisa
247 – Em sua participação no evento Margem Equatorial e Políticas Públicas, realizado no dia 26 de março, em Brasília, pelo Brasil 247, pela TV 247 e pelo site Agenda do Poder, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, defendeu a importância estratégica da exploração de petróleo na Margem Equatorial e propôs a construção de parcerias entre universidades e centros de pesquisa para garantir que a atividade se converta em desenvolvimento regional sustentável, especialmente para o estado do Amapá.
Medronho ressaltou a longa trajetória de cooperação entre a UFRJ e a Petrobras, particularmente nas áreas de prospecção de petróleo, biodiversidade, geociências e engenharia. Segundo ele, a experiência acumulada na Bacia de Campos resultou em avanços científicos significativos e contribuiu para a prevenção de desastres ambientais.
“A UFRJ é conhecida pela sua cooperação profunda com a Petrobras, especialmente na prospecção de petróleo”, afirmou.
Ele destacou ainda o potencial da Petrobras em liderar um modelo responsável de exploração, com impacto positivo na proteção ambiental. “A Petrobras fará um trabalho impressionante que dará, como bem disse o nosso ministro em exercício, lições ao mundo de como fazer a prospecção cuidando do entorno, cuidando da natureza”, declarou. Para Medronho, esse trabalho poderá inclusive contribuir para a preservação da floresta amazônica.
Ao abordar o financiamento para ciência e inovação, o reitor criticou a expectativa de apoio internacional sem contrapartidas e defendeu o uso dos recursos do petróleo para reduzir desigualdades regionais. “Será que aqueles países do primeiro mundo que exploraram de forma muitas vezes não tão cuidadosas vão nos fornecer recursos a fundo perdido para que nós desenvolvamos o país? É óbvio que não”, disse. E acrescentou: “A diversidade cultural que temos no Amapá deve ser levada em conta no manejo dessa exploração.”
Como exemplo de transformação regional associada à indústria do petróleo, Medronho citou a cidade de Macaé, no norte do estado do Rio de Janeiro, onde a UFRJ contribuiu para formar profissionais em áreas como medicina, enfermagem, nutrição, química e engenharia. Segundo ele, esse modelo pode ser replicado no Amapá, com protagonismo das universidades locais.
Prospecção traz vida
Ele também compartilhou experiências internacionais, como visitas ao Instituto Politécnico de Moscou, onde observou práticas de prospecção no Mar Báltico.
“É fundamental que desmitifiquemos isso de que a prospecção traz desgraça, traz poluição, traz morte. Não. Traz vida. Traz desenvolvimento”, afirmou.
O reitor destacou ainda iniciativas recentes, como a parceria com a petrolífera chinesa CNOOC para pesquisa em energia eólica offshore, e a criação de um novo campus da UFRJ em Maricá, com cursos de nanobiotecnologia e biologia marítima financiados com royalties do petróleo.
No encerramento de sua fala, Medronho convidou formalmente as universidades do Amapá a se integrarem ao recém-criado Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). “Gostaria de convidar a Universidade Estadual e a Universidade Federal para se alinhar ao Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, para que possamos juntos contribuir para a exploração sustentável das margens equatoriais.”
E concluiu: “Estarmos com a exploração sustentável da Margem Equatorial vai trazer um desenvolvimento espetacular para o Amapá, para a Amazônia e para o país.” Assista:
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