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    Partidos aliados de Hugo Motta travam disputa por cargos e atrasam definições na Câmara

    PL e PT garantem principais espaços, mas PP, MDB e União Brasil seguem em impasse sobre composição da Mesa Diretora e comissões

    Hugo Motta (Foto: Mário Agra / Câmara)
    Guilherme Levorato avatar
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    247 - Enquanto os acertos para a definição da Mesa Diretora e das comissões avançam no Senado, na Câmara dos Deputados o cenário segue indefinido, informa o jornal O Globo. O entrave ocorre entre partidos que apoiam Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. A adesão tardia do União Brasil ao bloco de alianças está dificultando a costura final dos espaços.

    Os principais cargos da Mesa Diretora já foram acordados desde setembro, quando as siglas começaram a oficializar apoio a Motta. O PL, maior bancada da Câmara, garantirá a primeira vice-presidência para Altineu Cortes (RJ). Já o PT indicou Carlos Veras (PE) para ocupar a primeira-secretaria, posto responsável pelos assuntos administrativos da Casa.

    Entretanto, as disputas nos cargos imediatamente inferiores seguem acirradas. O União Brasil, terceiro maior partido da Câmara e último a aderir à candidatura de Motta, pleiteia a segunda vice-presidência para Elmar Nascimento (BA), além da relatoria do Orçamento. O deputado baiano inicialmente tentou lançar candidatura própria à presidência da Câmara, mas foi convencido a recuar e compor com Motta. O recuo, porém, foi tardio, e outros partidos já haviam se adiantado na distribuição de postos.

    Agora, a liderança do União busca garantir um cargo relevante para Elmar como compensação. A segunda vice-presidência é o alvo principal, mas PP e MDB resistem. O PP defende a indicação de Lula da Fonte (PP-PE) para o posto, enquanto o MDB reivindica a relatoria do Orçamento. Em resposta, PP e MDB propuseram oferecer ao União a segunda-secretaria da Mesa e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a sigla de Elmar Nascimento segue irredutível.

    O líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL), rejeitou a ideia de ceder a relatoria do Orçamento ao União Brasil. "Nunca teve essa disputa. O acordo sempre foi muito claro: o MDB indicará o relator do orçamento. Nunca esteve na mesa a discussão de outra ideia. Não disputei nada com o União Brasil e nem eles comigo. Eles vieram para uma composição comigo, eu já estava aqui", afirmou.

    Por outro lado, Elmar Nascimento insiste que a CCJ ficará com o MDB, mas que a relatoria do Orçamento precisa ser do União Brasil. O impasse sobre a relatoria orçamentária só deve ser resolvido em março, após a votação do Orçamento de 2024. No entanto, a definição dos cargos na Mesa Diretora precisa ser concluída nos próximos dias.

    O líder do PP na Câmara, doutor Luizinho (RJ), minimizou a disputa e demonstrou confiança em um desfecho consensual. "Vamos nos entender", declarou.

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