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      Flávio e Eduardo Bolsonaro tinham posições diferentes sobre o golpe, mostra delação de Mauro Cid

      De acordo com a PGR, um dos parlamentares fazia parte do chamado grupo conservador, e outro era da ala "radical"

      Eduardo (à esq.) e Flávio Bolsonaro (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
      Leonardo Lucena avatar
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      247 - Filhos de Jair Bolsonaro (PL) tinham posições diferentes sobre a tentativa de golpe que, segundo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, ocorreu durante o mandato do político da extrema-direita. Foi o que apontou o blog da Andréia Sadi nesta quarta-feira (19).

      Denunciado pela PGR no inquérito do plano golpista, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fazia parte de um grupo conservador responsável por defender a necessidade de aceitar o resultado da eleição presidencial de 2022.

      “[Mauro Cid diz] que tinha um grupo bem conservador, de linha bem política; que [o grupo] aconselhava o presidente [Bolsonaro] a mandar o povo para casa e a colocar-se como um grande líder da oposição; que diziam que o povo só queria um direcionamento; que para onde o presidente mandasse, o povo iria”, indicou a delação.

      O tenente Mauro Cid chamava o outro grupo de “radical”, subdividido em duas alas: a "menos radical", que buscava encontrar indícios de fraude no sistema eleitoral para justificar uma contestação do resultado, e a “mais radical”, que defendia um golpe de Estado por meio de um decreto – o atual deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estaria entre os mais radicais, afirmou o delator.

      O militar teve o sigilo de sua delação premiada retirado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A PGR denunciou 34 pessoas por envolvimento no plano golpista. Entre os denunciados estão Bolsonaro e Mauro Cid.

      As investigações da Polícia Federal haviam apontado que o esquema da tentativa de golpe era formado por seis núcleos. Antes de a Procuradoria denunciar os envolvidos na trama, a Polícia Federal havia indiciado mais de 30 pessoas. Depois de passar pela PGR, o inquérito segue para o STF, que tem Moraes como relator.

      Na investigação da PGR, 11 pessoas indiciadas pela PF não foram denunciadas pela Procuradoria. Veja a lista abaixo:

      1. Valdemar Costa Neto; presidente do PL, partido pelo qual Jair Bolsonaro e Braga Netto disputaram as eleições de 2022;
      2. Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, coronel do Exército e um dos autores do documento golpista "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro";
      3. Anderson Lima de Moura, coronel do Exército e outro autor do documento
      4. Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como "mentor intelectual" da minuta do golpe encontrada com o ex-ministro Anderson Torres;
      5. Carlos Giovani Delevati Pasini, coronel do Exército suspeito de ter participado da elaboração da carta;
      6. Fernando Cerimedo, empresário argentino que fez live questionando a segurança das urnas eletrônicas nas eleições de 2022;
      7. José Eduardo de Oliveira e Silva, padre da diocese de Osasco;
      8. Laercio Vergililo, general da reserva;
      9. Ronald Ferreira de Araujo Junior, tenente-coronel do Exército
      10. Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro e tido como um dos pilares do chamado "gabinete do ódio";
      11. Aparecido Andrade Portella

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