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      Ramon Brandão

      Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

      23 artigos

      Reflexões sobre as fake news

      O mais eficiente instrumento contra as fake news, sua maior barreira, continua sendo a educação. Uma educação que esteja apta a estimular o discernimento nas escolhas, o questionamento permanente e o saudável ceticismo na forma de absorver informações. É o caminho mais longo, sem dúvidas, mas o único possível

      E se o corpo fosse?

      Pode um gesto se transformar em grito? Pode o silencio representar um gesto? Na contemporaneidade as relações de poder inscrevem uma caligrafia de morte nos corpos. A realidade é o jogo das relações de força que, em confronto, agônicos, definem uma ordem discursiva

      Sobre a necessidade de ser contemporâneo

      Sobre a necessidade de ser contemporâneo

      O contemporâneo não é somente aquele que, “percebendo a escuridão do presente, apreende sua luz inalienável”, mas é também aquele que, “dividindo e interpelando o tempo, é capaz de transformá-lo, de nele ler de modo inédito a história”. A contemporaneidade clama por contemporâneos

      Sobre a necessidade de ser contemporâneo

      Sobre a necessidade de ser contemporâneo

      O contemporâneo é o menos passivo dos indivíduos. Ele não se deixa cegar pelas luzes do seu tempo. Antes, visualiza com clareza a parte das sombras, essa íntima obscuridade que sempre esteve presente, assombrando todas as épocas da história

      Não é desejável que o sujeito falante seja sempre o mesmo. É preciso fazer falar todas as espécies de experiências, dar ouvidos aos excluídos, aos moribundos, pois são eles que efetivamente enfrentam o aspecto sombrio e solitário das lutas

      O grito, o silêncio, o corpo

      Não é desejável que o sujeito falante seja sempre o mesmo. É preciso fazer falar todas as espécies de experiências, dar ouvidos aos excluídos, aos moribundos, pois são eles que efetivamente enfrentam o aspecto sombrio e solitário das lutas

      Ao longo do século 20 – sobretudo a partir da segunda metade – o conceito de "Revolução" foi perdendo o seu glamour. Aquilo que até então mobilizara multidões e acelerara milhares de corações numa ânsia avassaladora por transformação social se tornara teoria científica, programa partidário e procedimento burocrático (como no caso da URSS, com a estatização da "Revolução")

      A política como exercício ético-estético

      Ao longo do século 20 – sobretudo a partir da segunda metade – o conceito de "Revolução" foi perdendo o seu glamour. Aquilo que até então mobilizara multidões e acelerara milhares de corações numa ânsia avassaladora por transformação social se tornara teoria científica, programa partidário e procedimento burocrático (como no caso da URSS, com a estatização da "Revolução")

      03/10/2015 - São Paulo - SP - Manifestantes da CUT realizaram um protesto “em defesa da Petrobras e da democracia” na manhã deste sábado (3) na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT

      Sobre a necessidade de se rebelar: apologia ao motim, crítica à revolução

      Que os nossos ataques sejam direcionados às zonas de controle, sobretudo às ideias. Que nossa defesa resida na arte marcial, na arte oculta das artes marciais, que não se faz visível. Essa máquina de guerra nômade e praticamente incorpórea da qual lhes conclamo a fazer uso conquista sem ser notada e se move antes de ser descoberta

      03/10/2015 - São Paulo - SP - Manifestantes da CUT realizaram um protesto “em defesa da Petrobras e da democracia” na manhã deste sábado (3) na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT

      Carta aos resistentes

      Somos corpos que se fazem "corpolíticos" ao dizermos não às normas, ao não nos acomodarmos, submetidos passivamente àquilo que popularmente se entende por "regra do jogo"

      O trabalho de tais pensadores errantes é, sobretudo, árduo, e são muitos os que desistem dessa difícil responsabilidade. É um trabalho que exige a transmutação do pensamento, o desmonte das certezas que, até agora, carregávamos. No fim, exige um estado de questionamento permanente de si e do mundo

      Carta aos pensadores errantes

      O trabalho de tais pensadores errantes é, sobretudo, árduo, e são muitos os que desistem dessa difícil responsabilidade. É um trabalho que exige a transmutação do pensamento, o desmonte das certezas que, até agora, carregávamos. No fim, exige um estado de questionamento permanente de si e do mundo

      U.S. President Donald Trump boards Air Force One for travel to Philadelphia from Joint Base Andrews, Maryland, U.S. January 26, 2017. REUTERS/Jonathan Ernst

      Refletindo com Foucault: Donald Trump?

      A guerra que Donald Trump anuncia é uma guerra invisível. É uma guerra que cerceia “o inimigo” a partir de sua identidade subjetiva; sem tocá-lo, deixando-o definhar por contra própria